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Ecos de um pensar maior


Foto: José Lorvão


As gotas de água ampliam a perspetiva cinzenta das árvores nuas
Pela lente do sonho pardacento por entre o cruzamento
De pinceladas alvoraçadas sobre o informe volátil
Dos elos quebráveis no despertar das projeções cruas

Os falantes não se dão conta da realidade subjetiva
Estendida em palpação nos veludos dourados de um sol invasor
Lançando dardos e fluídos espevitando o verbo
Peneira diluída na força da expressão da vida

A refração hipnotiza as condutas de oxigénio
Onde florescem catos sobre o prisma da perfeição das molduras
Qual afago ajustado na delicadeza do toque em transe
E no renascer da cópia enlaçando o raspar das esquinas
Trocando infinitas faculdades em truques mágicos
Denunciadores de danças ancestrais conturbando rituais de animação
Teatro de tragédias abissais onde a ação se expande
Em fria argamassa de paraísos e infernos
Gerados no sopro eterno dos mistérios

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