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Que fazer?




A vertigem da vida enfeitiçou os corpos extenuados
E de repente só a mensagem é imperativa
Amainando a dor da cisão iminente
Num processo triturado entre a inquietação e o padecimento

Que hei-de fazer?
Perguntas como se o mundo a teus pés desaparecesse
E o teu próprio corpo outrora saudável te traísse
Por entre a impotência descarada que flutua em teu redor 
Criando galerias obscuras que enfrentamos
Perante uma troca de olhares e a face acarinhada
Contemplando as mãos frias procurando o aconchego do calor
Suplicando a força dádiva da vida energia
Que periclitante se transformou em pacifica melodia

Seres invisíveis dançam por entre a coloração dos malmequeres
E a acidez dos limões desafiando os raios de sol
Moldando feiticeiros saltitantes aguardando o cântaro quebrado
Enquanto o abraçar se materializa entre faíscas do encostar de lábios
Em pele de formas gretadas imprecisas e amadas
Acenando confiança numa engrenagem maior que premeia
O sorriso tricotado em afagamentos do presente futuro e passado

A recado é de união partilha entendimento alegria de viver
Mesmo no silenciar da sabedoria na impetuosidade do cantar do galo
Melado na expetativa trémula do alvorecer
E na aceitação do deslizar para diferente entardecer



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